quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BABEL SEMPRE

   




 A MAIS PERFEITA  das metáforas é exatamente a Torre de Babel; como poderia dar certo um bípede implume e ainda por cima falante?

sexta-feira, 24 de março de 2017

A LISTA DO SUPERMERCADO DA CORRUPÇÃO - IV


     
      O caos permanente provocado por um tecido social de baixíssima qualidade, originado primeiramente pelo obscurantismo dos primeiros "descobridores", já eles patronos de um tipo de estado e nação ultrapassado e sem lugar no mundo, foi o pecado original da nossa sociedade.
      E de lá até hoje ainda não conseguimos nos livrar desse anátema, dessa abominação que nos tornou reféns de uma crise na qual tentamos ir sobrevivendo há mais de cinco séculos, ora recrudescente ora dissimulada, mas presente, sempre presente.
      É, convenhamos, maneira extremamente perversa e cruel de viver. Geração após geração, os sobressaltos se renovam. Os assaltos ao Estado se sucedem da parte dos mais ousados ou menos temerosos, a maior parte das vezes com sucesso, dada a fragilidade dos meios coibidores dessas ações perniciosas. 
      Além de extremamente incompetentes, as diversas agências governamentais criadas no calor de sucessivas crises e destinadas a combater e coibir tais práticas criminosas são em grande parte infiltradas por rivalidades políticas que as levam a competir entre si, até o ponto do entredevoramento. 
      Daí temos o funesto resultado da inocuidade dos famosos "rigorosa apuração dos fatos", "custe o que custar", "doa a quem doer", retórica despida de qualquer sentido prático, mendaz e perniciosa, que os divulgadores se apressam em tornar públicos, funesta prestidigitação que faz valer o rumor, a balela gratuita e mendaz, em lugar dos fatos.
      A nação debilitada e sem rumo segue presa de aventureiros de todo tipo, de assaltantes truculentos, finórios oportunistas, até grandes operadores de planos bem articulados. Os poucos justos se desesperam, vendo o esforço nacional ser espoliado por grupelhos e quadrilhas,  sem que a imensa maioria tenha acesso ao menos aos serviços e oportunidades obrigatórios em qualquer estado organizado. A justiça enreda-se em leis e regulamentos às vezes conflitantes, em recursos infindáveis e sem outro propósito que o protelatório deixando assim de cumprir seu papel de atender às demandas populares pela imensa distância na qual paira. Lerda e por isso mesmo extremamente onerosa, eivada de recursos a mais das vezes protelatórios, ainda por maior infelicidade é vítima de seus principais operadores. Estes que deveriam ser também guardiães da moral pública, infelizmente cultivam ao delírio o egocentrismo e o narcisismo mais boçal, falham clamorosamente  no dever fundamental a que se vincula: dizer a lei, jurisdicto; fazer chegar até o povo o devido processo legal que objetiva sempre, a Justiça. 
      Desse modo ferido, frustrado, afastado das riquezas que o país tão "generosamente" dispersa aos quatro ventos, seu povo rasteja no inferno periférico onde penam imensas parcelas do povo brasileiro. Esses infelizes, o Estado ignora-os; ou, quando para eles olha, é com a feroz mirada da repressão, pretextando zelar pela "segurança" e pela "paz social". Nessas camadas onde sobrevive precariamente a maioria, a convivência permanente com extremos da violência e de abusos inomináveis. De outra parte a obrigação estatal insculpida em nossa Magna Carta, saúde, educação, emprego, moradia, transporte, saneamento básico, luz, água, cultura, diversão, repouso remunerado e mais um sem número de obrigações são ignoradas pela criminosa omissão estatal.
      O brasileiro odeia e despreza o Estado; por que? Porque desde que começou a existir ele jamais se despiu da fantasia da imensamente arcaica contra-reforma, dos usos e costumes medievais. Parado no tempo, é generoso com pouquíssimos e verdugo implacável de quase todos. Pela sua própria constituição histórica que nunca abandonou e da qual jamais conseguiu evoluir, deixou-se envolver por uma muralha inexpugnável criada pelos oportunistas e aventureiros de toda espécie, que usufruem de todo privilégio e esbanjam toda a imensa riqueza de uma das maiores economias do mundo, deixando a população à míngua. 
(Continua depois)
      

terça-feira, 21 de março de 2017

A LISTA DO SUPERMERCADO DA CORRUPÇÃO - Parte III

      A universalidade e a antiguidade histórica da corrupção são facilmente percebidas ao longo da vida dos homens. Do mesmo modo, observamos tratar-se de uma pandemia, cujo vírus circula livremente, contaminando um país ou uma vasta região, não respeitando fronteiras ou hemisférios. Sofreram dessa peste nos anos 80 os japoneses (lembram-se? quedas sucessivas de primeiro-ministros e respectivos gabinetes? Suicídios, julgamentos espetaculosos tipo "lava-jato", etc?). Da mesma forma foram vítimas os suíços, dinamarqueses, ingleses, italianos, chineses, etc. Enfim não há no mundo um só recanto imune a essa praga.
       A sofisticação dos meios e modos com os quais ela, - talvez a partir do momento em que  tornamo-nos agricultores e criadores -  sofisticou-se e avolumou-se aos incríveis padrões e números da atualidade, mostra-se ainda mais cruel em países como o Brasil e assemelhados.
      Isso porque nosso país mal e mal consegue - ainda nos dias de hoje - dar os primeiros e tímidos passos rumo à descolonização. Afinal, independência não é um grito, um gesto, um momento: é todo um clima que ocorre em todos segmentos sociais, trazendo consigo a maior de todas as qualidades intrínsecas as quais o homem moderno pode aspirar: a da sua cidadania. Sentir-se dono, proprietário e, sobretudo, responsável, juntamente com sua coletividade, pela terra em que nasceu e viverá até o fim. E na qual viverão  seus descendentes.
      O pior dos males da colonização é exatamente esse (do qual ainda padece imensa parcela de brasileiros): o sentimento atávico de inferioridade, acrescido da visão equivocada de que esta terra é de "alguém" a nós estranho, de onde devemos arrancar tudo o que pudermos, de qualquer  maneira - seja legal, ética e moral ou não -  e rapidamente fugirmos para o nosso verdadeiro "país" , um shangrilá sebastianista que ainda persiste num imaginário social equivocado e sem sentido.
     (Continua)

domingo, 19 de março de 2017

A LISTA DO SUPERMERCADO DA CORRUPÇÃO - Capítulo 2



       Há mais ou menos 10 anos que a imprensa, massivamente, cobre com extrema espetaculosidade esse tipo de matéria. O resultado obtido por essa  cobertura, com ênfase escandalosamente parcial, é que ela cria na mente de muitíssimas pessoas um sentimento de que nada aqui presta. O Brasil, pensa grande parte da turma, é o pior país do mundo! Só dá ladrão! E aí correm todos para as ruas, onde respiram a dose diária de gás e tomam porrada dos PMs. E aí tudo outra vez vira notícia e vídeo, mostrados à exaustão nos jornais da tv.
      Dito isso, esclareço que nada mais equivocado que essa visão. Nós já podíamos ter começado a desconfiar que esse sentimento de raiva impotente, de ódio indiscriminado aos poderes, de vontade de chutar o balde e o que mais estiver à frente é, na verdade, inculcado diariamente  em doses cavalares, até que ultrapasse o limite e o brasileiro, tomado por fúria incontida, chame os milicos, o Superman, Batman, o Capitão Caverna ou até o cramunhão, o próprio: alguém que dê um jeito nessa porra dessa bagunça, pô!
      Aquele velho sentimento de inferioridade étnica, social e, quem sabe, sexual, é muito espertamente aproveitado. O resultado disso é que tornamos, dia a dia, delirantemente paranoicos. E isso é um sofrimento pendular e repetitivo, que nos tolhe e nos paralisa.
      Pois bem: gostaria agora de deixar claro o seguinte: corrupção, propina, suborno, todos esses crimes são próprios do homem. Já na ancestralidade dos australopitecos ou dos neandertais, o macho-alfa vivia cercado de machos e fêmeas a ele servis, configurando uma verdadeira "corte", na qual a competição se dava, provavelmente, de forma muito similar a aquela que perdura até hoje em qualquer sede de qualquer governo. Do grupo dirigente da GRES Unidos do Brobrobó até o gabinete do Secretário-Geral da ONU. Dos inuítes aos neozelandeses, passando por Europa, França e Bahia.
      Continuo depois.
     
     

sexta-feira, 17 de março de 2017

A LISTA DO SUPERMERCADO DA CORRUPÇÃO

   

      Espero que as donas-de-casa estejam fiscalizando minuciosamente essa lista. Há de tudo, lá. De ovo podre até alfacinha nova, de tomate estragado à batata baroa, esposa de notório "barão malfeitor" .
      Eleita como prova cabal e definitiva da roubalheira geral por uns, e demonstrativa de nefandas conspirações de agentes públicos que se dedicam à demolição do estado democrático de direito por outros, está ajudando como nunca, antes, nesse país, a imprensa (principalmente a TV) na divulgação de seus anúncios de sabão-em-pó e produtos de maquiagem de senhoras e senhores. Quanto a estes, nunca se vendeu (mesmo sem propaganda) tanto óleo de peroba no Brasil.
      E como até eleição do Papa em nosso país vira guerra de torcidas  futebolísticas, abundam palpites e opiniões, das mais sensatas às mais disparatadas, e, ouso dizer, até mesmo algumas que só podem  ter saído de mentes obsedadas.
      E como se isso tudo não fosse o suficiente, tem sempre aquele pessoal que aproveita a maré para, dizendo estar "enojado" ,  e outros adjetivos menos publicáveis, do nosso Brasil, se manda para essa terra da eterna juventude, a Flórida mítica de Ponce de León e Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca. Na maior parte dos casos trata-se pura e simplesmente de evasão de divisas e sonegação fiscal, como foi no caso daquele par de vigaristas que se diziam "pastores", lembram?
      Esse - corrupção - é um tema que rende umas dez ou mais publicações (não entenderam essa última palavra? tentem "post" ). Daí que, como não estou pretendendo cansar ninguém com uma quilométrica apreciação sobre o candente tema, vou parando por aqui, prometendo continuar dia desses, quem sabe amanhã?

quarta-feira, 15 de março de 2017

POEMA PARA OS TRÂMITES DA TARDE EM CURSO

Tolos percorrem estradas,
querendo logo chegar;
sábios trilham caminhos
em afável caminhar.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

DANDO DE COMER AO MONSTRO

"NÃO fale em crise, trabalhe!"  Lembram desse lema? Pois eu lembro muito bem, assim como me recordo que sempre quando o lia, lembrava do supremo cinismo do dístico que encimava o portão do mais terrível campo de concentração nazista, o de Auschwitz, na Polônia, assim como em outros matadouros: "Arbeit macht Frei" ou "O Trabalho Liberta".
      Após o fim da guerra, com a libertação dos sobreviventes, o aprisionamento de muitos dos responsáveis pelos horrendos crimes do regime totalitário, os fascistas de todas as cores e latitudes mudaram o modo de agir: no lugar da velha e ignorante empáfia, da obtusa intolerância, começaram a usar meios muito mais discretos e melífluos para alcançarem seus sinistros objetivos. 
      À propaganda tosca e óbvia do incompetente Goebbels sobreveio a fase de ouro do "advertising marketing" e de sua Meca Mundial, A Madison Avenue em Manhattan, NYC - USA. E essa era a face exposta de um sistema eficientíssimo de doutrinação e influência, onde a Rand Corporation exercia conspícuamente seu papel de liderança na formação de corações&mentes.
      Apesar de as várias crises ocorridas dos anos sessenta do século passado até hoje terem servido para desmistificar concretamente essas práticas, desnudando-as ao grande público, alguns falsos dogmas formulados então ainda permanecem nos dias atuais, infelizmente intocados.
     O primeiro deles é sem dúvida o da doutrina "desenvolvimentista", ainda o principal artigo de fé de todos os sistemas econômicos e de governo, não importando a ideologia deles; o segundo - uma consequência do primeiro - é o que eu denomino de "a síndrome da cabeça de avestruz". A essa ave é atribuído, desde a antiga Roma, o costume de, quando ameaçado, esconder a cabeça na areia (o que certamente provocaria acerbos desmentidos, caso eles soubessem disso e pudessem se manifestar).
      Mas é (mais uma vez) o homem, esse estranho bicho que tem mania de atribuir a outros animais manias e práticas próprias da burrice inerente à especie. Assim, pedindo desculpas aos "Struthio Camelus" pela injusta comparação, digo que nós humanos, é que na realidade assim agimos. Preguiça, nossa principal "qualidade". Daí a grande maioria, quase totalidade aceitar como inelutável a crise em que mergulhamos  cada dia mais profundamente. 
      Todos reconhecemos, no fundo, que vivemos um período crucial para a sobrevivência da espécie, a cada dia mais evidente e fatal. E quase todos reconhecemos que "não há o que fazer". Mas acontece que há, sim: precisamos antes de mais nada reconhecer que o sistema capitalista tornou-se incontrolavelmente destrutivo. Não há como conciliá-lo à manutenção da vida humana no planeta. Esta exige conscientização, cooperação e coletivização. 
      Os meios de produção devem, sim, ser propriedade coletiva. A partir do mar, do ar, do solo e do subsolo, as riquezas primárias. os bens a serem produzidos devem ser utilitários, não objeto de consumo ostentatório. Todas as ações humanas devem se basear em cooperação entre os indivíduos e os povos, assim como o respeito e a preservação das diversas espécies animais, vegetais e minerais precisa imediatamente se transformar na lei maior do homem. 
      É a forma como vejo a nossa salvação: a única possibilidade. O desastre final não é hipótese futura, é o progressivo avanço caótico do presente.  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A LUTA DIÁRIA

APENAS começamos a arranhar o verniz do intrincadíssimo sistema da Natureza Terrestre. Ainda será necessária mais de uma geração dedicada a intensivos estudos sobre o tema, para que os diversos biomas e a interação entre eles seja minimamente compreendida.
      O que já sabemos, entretanto, e a prática comum da exploração dessas riquezas em nosso benefício cada vez mais se distanciam, em nome de um suposto "progresso" de uma ultrapassada noção de "desenvolvimentismo" que põe em risco a própria sobrevivência humana.
     É lamentável, para dizer o mínimo, que em todo o amplo leque de pensamento político agindo no Mundo, não se veja traço sequer, de ações efetivas de incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento do tema. A falácia da COP-21 realizada em Paris no último ano, demonstra claramente que os líderes dos 195 países que assinaram o acordo - que determina ações efetivas de diminuição de emissões de gases nocivos a partir de 2020(!!) agem conforme lhes é determinado. E quem é que determina esse modo de agir que é o de sempre adiar e adiar as providências necessárias? O "mercado".
     Os papéis estão atribuídos a cada um dos países, não importando a inclinação política, a riqueza ou o grau de desenvolvimento de cada um. Assim que ao nosso, o Brasil, continuamos como sempre fomos: exportadores de insumos, tais como ferro, produtos agrícolas, carne, terras raras, outros minerais, etc. 
     Não há, seja da parte do último governo eleito, seja da parte do atual, alçado ao poder por meios altamente discutíveis se não ilegais, menção alguma ao tema. E ainda pior, a própria população, excluída uma minoria heróica porém estatisticamente desprezível, não se sensibiliza quanto ao tema. Ninguém percebe o que estamos fazendo em nosso território, deixando para os sucessores, terras envenenadas pela monocultura, pela criação intensiva a qualquer custo, pela extração desenfreada de riquezas minerais e outras ações duplamente perniciosas: não há um controle governamental para regularizar essas práticas, e portanto elas somente geram riqueza para pouquíssimos, em detrimento da imensa maioria.
     Apesar de poucos se sensibilizarem, a luta diária das instituições, geralmente privadas, que alertam o país a respeito da importância fundamental de ações regulatórias destinadas a impor limites ao saque, esses organismos não são compreendidos e muito menos acatados, quer pelo governo - qualquer que seja sua cor política - quer pelo povo. Não vejo, nessa peleja, um David enfrentando Golias: antes um desdém de um país como um todo, incapaz de imaginar o dia de amanhã.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

S E X O

VALHO-ME da letra de antiga música do compositor Chico Buarque, "A Flor da Pele" , onde o desejo sexual  é descaradamente descrito e mostrado como realmente é: puro instinto animal, sem meias palavras, sejam de censura moral, religiosa, penal, ou quaisquer outras. Se isso acaba em Freud, é provável. Até hoje o mundo não assimilou bem o que Darwin escreveu, imagine se vão aceitar a teoria de um médico judeu, austríaco, meio esquisito, destoante dos seus colegas acadêmicos, e de teorias assustadoras (porque reais)?
      ISSO tudo foi para declarar apenas o seguinte: não há sentido em dizer que uma pessoa é hetéro (prefiro pronunciar dessa forma), homo, bi, adepto do bestialismo ou de todas as "filias" já catalogadas ou ainda em vias de serem: Em matéria de instinto reprodutor, desejo sexual, libido etc., o verbo a ser utilizado deve ser o "Estar" , jamais o "Ser".  Aposto com vocês como, no momento em que isso for entendido e, principalmente, aceito pelo ser humano, as coisas melhorarão muito, mas muito mesmo. Influindo (para melhor)  nas relações macho/fêmea, nas sociais, nas nacionais e até mesmo no impulso guerreiro do ser humano. 
      Esta atual "civilização" baseia-se claramente na repressão dos instintos "animais" nos humanos. Agora, quando ela está nos últimos suspiros, uma vez exauridos (quase) todos os recursos necessários a sua sobrevivência, ainda acredito ser possível que dos escassos sobreviventes nasça um novo tipo de vida, no qual, antes de tudo, eles se aceitem mutuamente como "estão" a cada instante, sem pensarem no improvável e inconcebível "são".  
    Quem viver, verá.  

terça-feira, 20 de setembro de 2016

estupidez ilimitada



      Desalento. desolação. angústia. É a resultante do que percebo ao ver o Brasil hoje. Como se ainda vivêssemos na Década de 60 ou até antes, quando a moda era o desenvolvimentismo a todo o preço, a exemplo do "New Deal" e da industrialização do bolchevismo. Como se o mundo ainda fosse aquele, com pouquíssimos seres humanos  (1/3 da população atual), total desconhecimento das consequências causadas no bioma por tal doutrina.
      Agora, chegando cada vez mais rápido perto da extinção (qual o "bicho" mais ameaçado de ser extinto? Adivinhem!), não há um só político que preste atenção nesse descalabro. Fenômeno mundial, afetando principalmente países como o nosso, onde convivemos com um Estado "forte" perante o povo, e um(a)  "mocinha(o) dadivosa(o)"  ajoelhado(a) perante os patrões. Daí esses recordes sucessivos de desastres ambientais cada vez maiores e mais espetaculosos. Rasgar a terra com ferrovias, socavá-la com o peso das águas represadas, arrasar Itálias e Noruegas de extensões florestais significa (ainda!) "progresso"
      Como dizia antigo professor em MG, "no inverno vocês verão" É isso. Só.