quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO



      VIVER É COM-PAIXÃO

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O MESMO DE SEMPRE

     ENTRE cálculos e raciocínios matemáticos complexos a moeda brasileira, desde o velho "mil réis" até o dia de hoje, veio perdendo uma característica fundamental: a confiança do povo.
     53 anos após a proclamação da república, o Presidente Getúlio Vargas, em novembro de 1942 criou o cruzeiro. Com o advento dos governos militares. Castelo Branco, Médici, Figueiredo reformaram o sistema financeiro com a desvalorização da moeda em um período extremamente curto. Isso abalou ainda mais a "fidúcia"
     Os presidentes civis, a partir de Sarney até Itamar Franco agiram da mesma forma: uma desesperada (e infrutífera) tentativa de controle da inflação.
     Hoje vivemos nova crise política as vésperas de completar um ano, e testemunhamos, outra vez, o derretimento do valor da moeda. A continuar assim, teremos fatalmente, após a eleição e posse do novo Presidente outra reprise dessa cruel novela.
     De qualquer maneira, todos os envolvidos de alguma forma com o Sistema Financeiro, do rapaz (ou moça) do cafèzinho até o Presidente, deveriam sempre prestar atenção para que o apreço do povo por sua moeda não seja jamais aviltado, como tem sido a partir da Proclamação da República. Não existe nação soberana sem um pacto de confiança entre o povo e os governantes Um dos fatores principais dessa confiança, tenham a certeza, é o apreço pela moeda nacional.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CHOQUE E ABALO

     Fiquei tristíssimo com a tragédia do incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo. Estava naquela cidade na época da sua inauguração, em 2006 e fui visitá-lo logo nos primeiros dias de funcionamento. De lá para cá, voltei inúmeras vezes à capital paulista com o propósito de passar uma tarde inteira percorrendo com calma suas instalações. Adiei, adiei e...
     Dizem que os arquivos digitalizados estão a salvo. Aleluia! Tomara que a reabertura seja rápida!!

domingo, 20 de dezembro de 2015

C O N T R A A M A R É



     É quase unânime a repulsa em torno do nome da atual Presidenta. A imprensa é a principal arma opositora, conquistando mais e mais público quando mostra os  índices de pesquisas de opinião, massivamente contra aquela.
      Eu vejo - e comecei a perceber na crise de 1954 - que é outra vez uma campanha muito bem urdida pelos meios de comunicação que diariamente nos martelam com manchetes tonitroantes, causando o aturdimento geral, obliterando o senso crítico de cada um.
     A finalidade do processo é a de nos viciar: esperamos pelo escândalo diário, como a droga que nos manterá por mais outro dia...
     Mas o que eu noto e é fácil observar - por aqueles que ainda detêm um mínimo de pensamento crítico - é que "nunca antes, neste país" algum dirigente tenha permitido que o Poder Judiciário alcançasse tamanho grau de independência para julgar os mal-feitos de  tantos poderosos: banqueiros, políticos, empreiteiros, operadores, financistas, e por aí vai.
     Em verdade, quem odeia mortalmente a Presidenta é a  classe privilegiada,  através dos séculos as verdadeiras donas do Brasil. E reparem bem, o ódio cresceu assombrosamente quando a mesma deu mostras de que não ia usar o poder autocrático dos presidentes,  sempre pressurosos em atender aos "Donos do Poder"(apud Raimundo Faoro). Não se ouviu ainda, de parte da Presidenta, sequer um muxoxo depreciativo da desassombrada atividade do Poder Judiciário através do Juiz Federal Moro, dos corajosos Procuradores da República e dos eficientes Delegados e Agentes Especiais da Polícia Federal. Muito pelo contrário.
     De outra parte, apesar de constantemente existir notícias claramente "plantadas" visando denegrir a imagem presidencial, nunca houve sequer menção à conduta da Presidenta pelos responsáveis pelas investigações.
     É muito fácil, com um mínimo de discernimento, perceber que está acontecendo a mera repetição das inúmeras outras crises artificialmente criadas quando os presidentes começam a agir certo: são sempre atingidos por uma violência incrivelmente sórdida extremamente bem urdida, levando a tragédias como golpes de estado, suicídios e outras tragédias que fazem o país retroceder muitos anos.
     O golpe está em marcha. Conclamo os que ainda conseguem raciocinar nesse clima  confuso e conflitante, criado artificialmente, a não se deixarem levar por essa maré. O mar de lama, acreditem, nunca é o que nos parece visível. Assim como os icebergs, deixam aparentes só 20% da massa. O que realmente importa fica sempre omitido da nossa percepção.  
     Recebi, de um amigo que muito prezo, uma piadinha a respeito: estariam botando a culpa do aquecimento global na Dilma... do jeito que as coisas estão é capaz de muitos levarem a sério!

sábado, 19 de dezembro de 2015

C A R T A

Querido Papai Noel:
       escrevo-lhe as mal-traçadas adiante para pedir um presentão de Natal. Como é para todos os brasileiros e brasileiras, uso o aumentativo. Meu nome atual é Vovô Corujão (porque gosto de dormir tarde e passar as manhãs roncando), mas quando era criança lá na Ilha, e a gente -lembra?- se encontrava todo fim de ano no Bazar do "Seu" Correia, na Freguesia (saudade!!), chamavam-me Paulinho.
      Mas divago: o presente que eu peço para nós todos daqui do "Novelão" (antigamente chamado Brasil) é inspirado no uso de lastro nos galeões antigos: os Capitães que vinham da Europa em demanda da China usavam o porto do Rio de Janeiro como escala para apanharem água, alguns produtos e assim fazerem o porão do navio ficar pesado para a perigosa travessia do Sul do Continente e do Oceano Pacífico. Na volta, além da água traziam produtos muito valorizados por essas plagas e na Europa, a louça de porcelana, até hoje chamada "china". No Rio outra vez, eles se desvencilhavam da louça barata, entregavam as encomendas especiais dos ricos e faziam lastro para voltarem à Europa.
     Isso então me deu a idéia de propôr uma coisa: que na volta ao Pólo Norte o senhor, Papai Noel, certamente precisará de um lastro para compensar o saco de presentes vazio, não é? Pois bem: temos aqui, principalmente no Estado do Paraná, num lugar chamado Penitenciária,  um monte de gente que o senhor podia botar no saco e levar para lá!! A maioria é constituída de pessoas gordas, alguns imensos mesmo, graças ao que "comeram" ao longo de décadas.  Se o saco ficar muito pesado para as renas, já cansadas da viagem de vinda, tenho uma idéia: o senhor usa dois (ou a quantidade necessária de) sacos. Deixa um aqui pertim, no Pólo Sul e leva o(s) outro(s) para o Ártico. Só não vá se esquecer de esvaziar o saco! Use para isso seus duendes, que executarão a tarefa com muito prazer, tenho certeza, o mais distante possível da sua oficina! ISSO É FUNDAMENTAL!!
      Aqui me despeço, Papai Noel, com o carinho de sempre, não esquecendo de mandar um abração para a Mamãe Noel.
     do seu afilhado de sempre,
    Paulinho da Ilha.