sexta-feira, 27 de junho de 2014

Para divertir um pouco...


quinta-feira, 26 de junho de 2014

OUVAIOURACHA!


RECEBI um e-mail da organização  "Avaaz" a respeito de movimentação através de abaixo-assinado, no intuito de motivar os dirigentes de diversos países (reunir-se-ão em 21 de setembro próximo) a promoverem medidas efetivas e permanentes que possam salvar o nosso planetinha azul. Acho que o (criminoso) processo de degradação ambiental, que iniciamos há muitos séculos, não tem mais saída. Já fomos para o buraco. Em todo o caso, pensando nos netos e na cada vez menor probabilidade de vida plena que eles terão daqui para a frente, resolvi participar do movimento. Então, seus calhordas, POUPEM!! tudo que for reutilizável que o seja; que o lixo seja totalmente reciclado sempre; que a procriação seja responsável e cuidadosa, os métodos anticoncepcionais sejam divulgados através da ONU em todos os países-membros, principalmente naqueles em que ainda persistem altas taxas de reprodução humana. Mesmo que isso signifique passar por cima de dogmas religiosos ou crenças arcaicas, a salvação de toda a humanidade depende da energia com que forem implementadas essas medidas. Ninguém sabe quantos seres humanos a Terra suporta, mas todos agora reconhecemos que sete bilhões é excessivo e inviável. E esse desastre populacional é facilmente contido com esclarecimento e medidas profiláticas. AGORA, JÁ, NESTE INSTANTE!!https://secure.avaaz.org/po/join_to_change_everything/?bKqLadb&v=41688

quarta-feira, 25 de junho de 2014

DISTRITO FEDERAL E A POLÍTICA(GEM)

 CADEIA PARA ESSA GENTE!
(soltem os pobres animais do zoológico e prendam essa corja de vagabundos!!

Política Candanga: inferno para os eleitores, paraíso dos políticos pilantras e infratores. LEI NELES!!                    

segunda-feira, 23 de junho de 2014

T0D0S ESTAMOS NERVOSOS



Umberto Eco nos informa das agruras dos ricos[1] :  preocupados com a deterioração continuada que até a simples respiração (sem contar o lixo) de sucessivas hordas turísticas vêm trazendo aos monumentos  históricos, construir-se-ão réplicas dos mesmos. Ao custo de alguns bilhões alguém (não é esclarecido se um grupo empresarial ou o próprio Estado Italiano) inaugurará em breve uma "Disney arqueológica" que atenderá pelo nome de "Megale Hellas"

A função principal do parque temático "Magna Grécia" (é a tradução do nome) seria então desviar as tais multidões turísticas. Para essas, um templo "inteirinho e reluzente" seria mais palatável ao consumismo "antropofágico" e pouco ilustrado da massa ignara que uma velharia empoeirada e caquenta. E se aquele primeiro dispuser de "public conveniences", uma lanchonete cheia de charme e uma lojinha de lembranças (shop, em vernáculo), aí meu amigo...

Embora traduza uma preocupação atualíssima e universal (basta lembrar o estado ao qual ficam reduzidas Ouro Preto, Olinda, Salvador, Diamantina e outras após o Carnaval por exemplo), existe um travo de iniludível elitismo na argumentação do caro professor:

"Antes, é preciso tirar proveito das tendências naturais

do turismo de massa, que levam a visitar indiferentemente

a 'Pietá Romana' última obra de Michelangelo, e o 'Mulino

Bianco', a locação de um famoso comercial de TV. Imaginem

quantas pessoas ficarão muito mais satisfeitas  com o falso

templo de Albanella, inteirinho e reluzente, do que com aquele

que sobreviveu com tanta dificuldade em Paestum. Que aquela

multidão onívora seja então desviada para Albanella e que

se deixe Paestum para os que o visitam com conhecimento

de causa." (destaquei)

 

Caso essa "moda", trombeteada por Eco como a salvação da lavoura venha a confirmar-se (o que é bem provável: o tempora...) significaria nada mais nada menos que a privatização da herança cultural da humanidade. Melhor dizendo a venda, como paródia daquilo que foi sendo construído por alguns iluminados, ao longo de milhares e milhares de anos, através de nosso humano desejo de transcendência.

   Sem falar que seria mais  um meio de concentração de riqueza nas mãos de poucos, em detrimento da maioria: os primeiros prejudicados seriam aqueles que desde tempos imemoriais, geração após geração, vivem em torno desses lugares explorando um pequeno comércio: desapareceriam,  inapelavelmente exterminados  pelo megaempreendimento. 

E em conseqüência viriam o desemprego, a deterioração do grupo social, o aumento da criminalidade, todas essas mazelas  já tão conhecidas pela triste repetição nos últimos anos.

Olhando para esse mundo construído com nossas mãos e nossas loucuras, vêm-me à mente as cenas do filme "Tempos Modernos", do Charlie Chaplin: principalmente aquela em que o operário perde o ritmo da esteira da linha de montagem,  se atrapalha todo e aí então começa atabalhoadamente a apertar parafusos e porcas, enquanto outros vão se soltando, e mais e mais... e tudo finalmente se desmantela!

Não existe solução. Pelo menos essas do tipo tão elogiado pelo mestre insígne, que antes representariam o agravamento da situação. O excesso populacional que ocasiona essa "multidão onívora", os problemas ambientais cada vez mais críticos, o ritmo desenfreado da depredação do planeta, isso tudo são conseqüências, não causas. Essas são as velhas  conhecidas, já de muitos séculos. A credulidade insana da espécie, que continua, como dizia Rousseau, bastante simples para dar crédito a essa mãe das empulhações que é a propriedade privada. O verdadeiro Messias será, ainda nas palavras do genebrino, "aquele que, arrancando as balizas e atulhando o fosso grite a seus semelhantes: 'não deis ouvidos a esse impostor; estais perdidos e esqueceis que os frutos são de todos e a terra é de ninguém!"

A partir daí, quando a Lei for a propriedade coletiva da terra e dos demais meios de produção, o resto será um processo natural. Essa que o professor, embora não nomeando expressamente mais se queixa, o excessivo aumento das hordas estultas, naturalmente iria diminuindo até se acabar. Qual patriarca restaria, afinal, que precisasse de mais e mais braços filiais para arar a "sua" terra?




[1] No número 25 da revista "Entre Livros"

domingo, 22 de junho de 2014

M I R A B I L E / V I S U



Nada faz o menor sentido. O tempo. O tempo cessa, os minutos e as horas tombam inertes, completamente impotentes numa lassidão final. Os segundos deixam de correr e de serem contados um a um. O universo inteiro congela em um infinitamente pequeno e imperceptível ponto.
E por incontáveis milhões de eras congeladas assim permanece. Mas então um ínfimo fiozinho de luz escapa e uma explosão monstruosa começa a despedaçar a concentração brutal de matéria contida no pequeno ponto. E, à medida que os pedaços se afastam do núcleo, o tempo começa a correr. As engrenagens todas movem-se novamente, a natureza vai fazendo o seu trabalho entrópico/dialético, os mortos voltam a se reintegrarem ao cosmos, lentamente carne, ossos, cabelos, dentes, se unem uns aos outros, separam-se a seguir, são agora minerais, átomos com memória quântica aglomeram-se, formam moléculas, estrelas surgem dessa matéria, planetas também, e logo água, terra, hidrogênio, oxigênio, gente. E tudo recomeça
  

                                               ENTROPIA

       As ubaranas saltaram rumo ao céu naquela faiscante tarde de verão e se imobilizaram no azul, formando ideogramas. Os pingos de água refletiram o sol e um arco da velha ao fundo completou o quadro. 

sábado, 21 de junho de 2014

Beethoven: Symphony no. 6 "Pastoral" (Furtwangler)

Furtwangler sabia das coisas... vejam que maravilhosa leitura da "Pastoral"!




sexta-feira, 20 de junho de 2014

RITOS DE VIDA


 

I - R I C T O S

 

 

Risos, risos. Um reconhecimento algo conformado que a vida passou. Rugas que se apresentam no espelho e delas, por fim,  confessamos a autoria. Fomos nós, foi a vida. Um reconhecimento algo constrangido,  que já vivemos. Um ligeiríssimo sopro de amor, de alegria, de esperança, e para cá tornamos. Moços outra vez. Manchados de batom, calças justas, signos, línguas justapostas. Sexo.

 Os velhos risos da infância são agora rictos, conformados pelas comissuras flácidas dos lábios rugosos. A mãe, a esperança, a alegria. A alegria. A festa de barraquinhas do Colégio Santa Maria,  antigo internato das tias quando mocinhas. A cidade e seus limites, a cidade e suas confrontações. Apesar de agredidos por sua grosseira e insultante mania conservadora,  como a amávamos! Apesar da intolerância, do preconceito, do reacionarismo, nada podia substituí-la. Como a amávamos!

            Era bom circular nas madrugadas pelas desertas árvores das avenidas. Ciciantes à brisa noturna, langorosas, agradecidas ao mijo e vômito eventuais despejados em suas altas raízes, era bom. Um mistério nos cercava e, conscientes disso, fazíamos por onde. Ignorávamos os enredos profundos, os enleios obscuros e indecifráveis.  O compromisso era simples: amá-la apesar de tudo, de sua insignificante pequenez, que, esse sim, um segredo compartilhado que nos tornava ainda mais cúmplices. As sombras nos sabiam, e nós, delas, conhecíamos as trilhas obscuras. Os bondes! sobretudo os bondes que nos transportavam para a aventura, para o delírio. As fantasias jamais concretizadas e entretanto reais. As fontes. As fontes luminosas, os coloridos das moças em seu natural recato de feras enjauladas. Exalando cio.

            Um ciciar nos bastava: conhecíamos o ondular das folhas tangidas, trânsidas pelos anseios do vento. Escutávamos os ritmos da terra e compartilhávamos de seus humores mais subterrâneos. Estávamos sempre no rumo do mundo, às conquistas que nos eram devidas, aos sorrisos a alegria que imaginávamos em toda a história do homem. Éramos felizes!

            E por fim nos recolhíamos, certos das certezas mais simples e também mais íntegras que se pode ter: um céu, uma terra que um dia nos acolherá, um amor devaneado e quem sabe possível...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Aniversário do Chico Buarque

Setenta anos, hein? Tem pelo menos cinquenta que eu venho aguentando você, seu peralvilho! Morro de inveja sempre que ouço os derramados elogios a você, até sobre seus livros já não falam mais tão mal assim. Caraca! Definitivamente nasceste "virado para a lua", cabra da peste! Que mais posso dizer que ainda não falaram, quais as loas e boas que te faltam? Nem umazinha, não é? Então  concluo desejando que você continue por muito tempo ainda me enchendo o saco de inveja com essa sua genialidade ímpar. Ah, sim: VIVA O FLU!