domingo, 21 de abril de 2013

AINDA TÃO NOVINHA... (final)

     Hoje é dia do aniversário de Brasília. Compartilhado com o festivo dia de Tiradentes e do triste anúncio oficial do falecimento do Presidente Tancredo de Almeida Neves. comemorações estão ocorrendo em diversos locais, em maior número na Esplanada dos Ministérios, imenso espaço gramado entre a plataforma rodoviária e o  Congresso Nacional, margeado pelos blocos dos Ministérios. A participação popular espontânea é incentivada pelo Governo do Distrito Federal, que também atende pela sigla de GDF.
     Aqui é a cidade das siglas, falando nisso. Meu bairro, onde moro atualmente, chama-se SHIS; já fui morador da SQN 312, da 316, da SQS 106, da 405, da 416... Não lembro quando isso começou. antes, davam-se nomes aos lugares: o belo apelido de  "Cidade Livre" (que depois ganhou o esquisito nome de "Núcleo Bandeirante"), Rodoviária, Eixão Sul, Lago Sul, Lago Norte, etc. Será que foi na mesma época em que o povo passou a chamar o Presidente-Fundador carinhosamente de "JK"?
     Mas essa  liberdade  que desfrutamos atualmente foi conseguida a duras penas e ao longo de uma luta constante. Contra, principalmente, os militares que durante o período da ditadura governaram nosso país. Naquela infeliz época Brasília era vista como um quartel-general e administrada como tal. Os ditadores e seus estrategistas perceberam que um lugar (à epoca) isolado e de difícil acesso era ideal para que o poder pudesse ser exercido de  forma discricionária, como o foi. 
      O primeiro movimento popular espontâneo que deixou atônita a classe militar ocorreu durante o enterro do Presidente JK. Seu esquife, literalmente arrancado das mãos dos soldados, foi conduzido até o cemitério pelo povo, pelos "candangos" que graças a ele tinham pela primeira vez na história, se transformado em cidadãos, nesta  sociedade injusta e desigual.
     Já a primeira manifestação política foi o protesto estudantil-popular contra a invasão militar da UNB (a sigla da Universidade de Brasília) e a cassação de inúmeros professores, pugilo de mestres de todas as ciências, que responderam ao chamado dos inesquecíveis Darcy Ribeiro e  Anísio Teixeira. A repressão a esse legítimo movimento popular foi de tal ordem que a população brasiliense (e das chamadas "cidades-satélites) passou a se politizar: à luta pela melhoria das condições individuais de vida somou-se e mesclou-se pela primeira vez à consciência de que a obtenção de um bom padrão econômico não podia ser dissociado da aquisição de um grau de liberdade e poder popular.
     Esse verdadeiro processo dialético no qual hoje podemos reconhecer os postulados básicos de proposição ou tese, a sua antítese  e ao longo do tempo a dura construção sintética, foi por isso mesmo sistematicamente combatido como subversão ou esquerdismo e quejandos.
     Tal consciência, aos poucos adquirida, não é fruto de um desejo individual nem se consolida pela vontade de um grupo, por mais que este possa querer e disponha de meios - lícitos ou ilícitos - para sua concretização. O verdadeiro "ser político" não é o que pensa no resultado imediato de uma luta pelo poder: é aquele que, por meio de estudo, reflexão e inteligência percebe a direção que o povo  está tomando ao longo das décadas (ou mesmo dos séculos) e a ela responde, facilitando sua marcha.
     Pois isso, impulsinada pelo seu povo (composto de brasileiros de todas as origens) Brasília cresceu e cresce a cada dia. E apesar de haver tomado caminhos que sequer puderam ser imaginados pelos  patriotas brasileiros liderados por JK, no processo de modernização urbana e industrial de que o Brasil sempre careceu, cumpriu-se o destino dessa maravilhosa cidade: hoje é sem dúvida a meta síntese de um país que vem a cada dia se tornando uma pátria para todos os seus filhos.
     A atração que a cidade exerce sobre os despossuídos, os necessitados, a classe média empobrecida de Norte ao Sul, acaba por validar a concentração imensa, que faz a região periférica cada dia maior (e mais violenta [*]). Assim como a atração que a política passou a exercer nos criminosos de todos os matizes que para cá confluem graças a compra de mandatos populares e à manipulação dos desinformados. Esses dois fatores não podem ser vistos como "culpa" ou consequência de "alguma coisa maléfica no ar": é e sempre foi o sofrido e violento processo histórico pelo qual a colônia passou e ainda (em certas regiões "coloniais") passa, até sua total consolidação como nação soberana  e auto-governada.
     Desse modo a cidade de Brasília e o Distrito Federal têm dado ao país o exemplo e o estímulo necessário para o descarte desses bandidos: aqui já cassamos um Presidente da República, um Governador (este até mesmo preso durante um bom par de meses), Senadores da República e alguns outros malfeitores. Por isso a conclusão de que a Capital do Brasil vem atingindo dia-a-dia, o propósito de sua construção: o verdadeiro símbolo nacional. Venturi Ventis.    
    

terça-feira, 16 de abril de 2013

AINDA TÃO NOVINHA (parte II)

     ENQUANTO ISSO Brasília começava a crescer. E esse crescimento, junto a sua consolidação  como capital do Brasil fazia igualmente com que aumentassem as manifestações contrárias a sua própria existência. Houve primeiro um movimento de alguma intensidade, visando à volta da Capital Federal para o Rio; os primeiros interessados (do ponto-de-vista deles com muita razão) eram os  cariocas, privados do lugar hegemônico que ocupavam durante praticamente dois séculos; depois parte do funcionalismo público, acostumado a "bater o ponto" nas areias de Copacabana ou nos desertos da Barra; ainda a grande parcela da classe burguesa, recém assimilada pelo trato urbano, com pavor de tudo que levemente pudesse significar uma "volta ao roçado" (e em suas pobres cabecinhas Brasília era antes de tudo essa "roça").
     Havia ainda a necessidade de, através da desconstrução da política desenvolvimentista dos anos JK (o que significava, nestes termos, exatamente a total eliminação do getulismo a qualquer preço) , consolidar um movimento de luta pelo poder que afinal se traduzia pura e simplesmente na destruição de tudo que "cheirasse" a PSD e pior, PTB. em outras palavras, os fins justificavam os meios.(*)  
     A boataria tomava cada vez mais corpo: era a volta da capital; era a venda do DF para a ONU, que instalaria(!) a sua sede no Planalto Central; eram as condições climáticas que hostilizavam a vida humana a ponto de inviabilizá-la;   por fim um conjunto de falsas "notícias" que punham em constante tensão as populações deste (na época)ermo, e alimentavam o sentimento crescente de incompreensão e repúdio ao que Brasília-hipótese era, no lugar da Brasília-meta síntese que deveria ter sido.



(*) Afonso Arinos de Melo Franco, prócer udenista, mas com miolos e raciocínio no lugar de ressentimentos e complexos, a respeito disso declarou em entrevista a Maria Victoria de Mesquita Benevides (apud "O Governo Kubitschek - Desenvolvimento Econômico e Estabillidade Política - 1956-1961" - Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1976) que o papel da UDN como principal oposição ao govêrno, "revelava uma denúncia da ditadura, pelo Estado de Direito, mas também em termos de uma luta que, no final das contas, se convertia em bloqueio às atitudes progressistas de Getúlio Vargas no campo social. Em outras palavras, sob a capa do combate 'histórico' ao caudilhismo a UDN encarnava um bastião contra as chamadas medidas progressistas e, neste sentido, perdia o sentido da História" (p. 63, ob. cit.)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

AINDA TÃO NOVINHA...

     Brasília fará cinqüenta e três anos dia 21, domingo próximo. Eu morei aqui pela primeira vez quando ela mal havia completado dois. Não dá para comentar as mudanças que ocorreram, nem é esse o meu intuito. Mesmo porque a cidade, nos últimos dez anos, está rapidamente se transformando em uma metrópole igual a qualquer outra grande cidade. E infelizmente copiando os problemas e não as soluções de fora. 
     Lembro-me de quando começou a ser construída, em meados da década de 50 do último século . Naquela época as forças de oposição ao governo, encabeçadas pela antiga UDN, usavam todo e qualquer pretexto para achincalhar com o Presidente Kubistchek e seu governo. A violência atingia seu paroxismo nos inflamados discursos do brilhante e maléfico deputado Carlos Lacerda, ex-comunista, depois conservador, reacionário e oportunista político, que usava toda sua força de influência (era dono de um jornal, a "Tribuna da Imprensa") para insuflar a idiotizada classe média brasileira.
     O resultado desse "fogo de barragem" veio com a eleição do presidente seguinte, o ex-Governador do estado de São Paulo, Janio da Silva Quadros. Um populista demagogo menor, sem preparo algum,  tanto político ou  intelectual quanto emocional para exercer a Presidência da República. Sem plano ou como estava na moda, alguma meta governamental, limitava-se a atos que demostravam seu atabalhoado pensar: proibiu desfiles de miss em vestes sumárias, briga de galo, criou um uniforme para o funcionalismo, em suma, seus atos demonstravam a triste realidade: eram atitudes de prefeito de pequena cidade interiorana.
     Sob frequente e cada vez mais intensos rumores de tratar-se de um dipsômano, acabou  renunciando ao cargo antes de completar dez meses de mandato, alegando pressões nunca esclarecidas suficientemente: as famosas "forças ocultas" (que a galhofa popular transformou em marca de cachaça). Jogou fora, assim, os milhões de  votos conquistados graças ao teatral apelo pela moral e bons costumes às citadas forças de uma idiocracia atarantada e apedeuta. Essa classe média subitamente órfã, aterrorizada pelos primeiros esgares e "pronunciamentos" políticos da direita militar(*), procurou  uma solução de consenso, no lugar de seguirem a receita mais simples e mais direta: a prevista na  Constituição do Brasil.
     Toda a crise provocada pelo mal-estar pós alcoólico do ex-presidente foi "resolvida" então com a habitual farsa histórica: optou-se pela chamada solução de compromisso e de um dia para outro, sem maiores debates ou considerações a respeito da profunda modificação estrutural  que isso  representava, veio o parlamentarismo. Assim, o Vice-Presidente da  República, Jango Goulart, "tolerado" com extrema má-vontade pelos golpistas, pode ser empossado como Presidente parlamentar, sendo o Chefe do Executivo o político mineiro Tancredo de Almeida Neves.
     Esse esfarrapado "penso", aplicado em antigas feridas não cicatrizadas, vindas de 1930 e de ainda antes, da própria Proclamação da República (que em realidade foi um golpe militar), logo mostrou a todos sua inviabilidade, enquanto o Presidente Jango, hábil e astuto político gaúcho, usava seu prestigio junto às classes trabalhadoras e sua hegemonia política dentro da aliança que o fez companheiro de chapa, na eleição de 1955. Dessa forma, em meio a crises constantes e cada vez maiores (houve mais dois Primeiros-Ministros após o primeiro), optou-se por um referendo popular através do plebiscito que, realizado em janeiro de 1963 (com "autorização" dos ministos militares) tornou extinto o regime parlamentarista, assumindo definitivamente as funções de chefe do Poder Executivo o Presidente João Belchior Marques Goulart (continua amanhã)
 
(*) Lembro perfeitamente que a imprensa dava um desproporcional e imerecido destaque às reuniões do "Clube Militar", onde imperavam as vozes tronitroantes e ameaçadoras de um punhado deles, que graças a esse destaque, conseguiam fazer empalidecer  a obediencia à  hierarquia, à disciplina e aos bons modos que os oficiais das três armas adquiriam em suas escolas formadoras.

sábado, 13 de abril de 2013

IDADE MÉDIA - II

     HAVIA naqueles tempos um costume: como às vezes o defunto "ressucitava" (sim! Os métodos de verificação do óbito eram extremamente precários!), era prática corrente passar uma cordinha presa em suas mãos por um orifício no esquife. do lado de fora esse cordão ficava atado a um badalo de pequeno sino. No caso de o "defunto" acordar dentro de um prazo de dois a três dias, bastava-lhe puxar a cordinha, fazendo com que o sino badalasse e ele fosse resgatado. Então temos aí a origem da expressão: "salvo pelo gongo" originalmente "saved by the bell".
    
     E PORQUE é que dizemos "está chovendo canivete" perante um aguaceiro daqueles? Naqueles tempos as casas todas (exceção dos palácios) não possuíam teto: as traves e demais componentes da estrutura do telhado ficavam expostas. Na ocasião dos temporais, era costume colocarem-se os animais domésticos a salvo de possíveis enxurradas ou seja: dentro de casa. Como o teto das casas era baixo, as aves domésticas, os gatos e até algum cachorro mais hábil escalava o madeirame para sentirem-se mais seguros. Só que às vezes um ou outro animal acabava despencando de lá! Os humanos então falavam: "it's rainning dogs and cats!" Ou como dizemos cá: está chovendo canivete! 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

AVISO AOS NAVEGANTES

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 Pois é... também achei muito esquisito, mas descobri que é desse jeito...

MÊS DAS NOIVAS...

     Maio já bate às portas. Revistas e cadernos especiais estão sendo elaborados, mil e uma sugestões de vestidos, etc. etc. Só que...
     ... estava olhando velhos arquivos de um antigo computador e achei um texo assaz curioso, que reproduzo com minha linguagem própria, prolixa e pobre:
     Na alta Idade Média a Europa padecia da maior parte dos confortos modernos. Água, por exemplo, era do poço que geralmente ficava no meio da  vila próxima. Levar um balde com água pra casa, daqueles de madeira, já pesadíssimos quando ainda vazios, era um  grande problema e demandava imenso esforço físico.
     Então os banhos eram restritos a um ou dois por ano, pois não havia o hábito de os humanos usarem os riachos e ribeirões das florestas. Esses banhos eram tomados em ocasiões especiais, um deles certamente quando o inverno ia embora e a primavera começava. O cheiro de roupas usadas durantes os meses anteriores, e dos próprios corpos era de tal ordem que mal o mês de abril chegava, os humanos se apressavam em providenciar tais banhos, em uma tina ou bacia especialmente feita para isso (pelos mais caprichosos). era um banho comunal, a família inteira, a começar pelo chefe, depois os filhos homens, a mãe, as filhas e por último o(s) bebê(s).
     Um ditado até hoje muito usado, principalmente nos países de língua inglesa ilustra à perfeição o que acontecia: ao fim, a água da tina estava tão turva, imunda mesmo, que era fácil perder-se uma criancinha naquele "lodo". Daí esses povos dizerem até hoje: ''não atire fora o bebê junto com a água da bacia"!
     Com relação ao título de nossa postagem, a história, igualmente curiosa, é a seguinte: no mês de maio havia uma comemoração vinda ainda dos tempos do paganismo, adaptada (eita clero esperto!) pela igreja católica: a primavera entrava com força, os campos cobriam-se de flores, a temperatura ficava bem agradável. Os homens e mulheres festejavam esse ciclo natural com alívio e alegria, muita alegria e muito álcool. Uma farra só!
     Para que não houvesse muitos filhos sem pai, a igreja resolveu então promover (até à força, se necessário) os casamentos entre os parceiros notórios. Como nós, humanos, nos amarramos em um cerimonial mais elaborado, criaram os vestidos de noiva (também adaptação das antigas vestes das mulheres nas festas pagãs) a teatral  cerimônia eclesiástica e incentivaram o banquete festivo, depois da cerimônia.
     O buquê? Ah, sim, pois é: lembram do banho de abril? Em maio os corpos já começavam de novo a exalarem um cheirim...  então alguma daquelas avós da gente, bem engenhosa e sabida, antes de entrar na igreja apanhou várias daquelas flores espontaneamente nascidas no campo e trouxe o ramo bem junto ao corpo. O perfume impediu que o noivo e os demais presentes sentissem aquele cecezinho que já tomava conta do gentil corpinho da donzela(?) . As meninas casadoiras presentes ao ato logo logo perceberam a genial invenção da amiga e a partir de então o hábito universalizou-se  e as floriculturas passaram a aceitar cartão de crédito, de débito, cheque visado, pagamento em espécie, etc. e ficaram bem ricas! Saravá!!
     PS - hoje em dia as noivas preferem (e como!) o tal "banho de loja"!!





quinta-feira, 11 de abril de 2013

M E N D A N H A


 

                                                                       (escrito em 2012)

 

 

     O Rio Jequitinhonha, após nascer nas fraldas do Itambé, pros lados de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras, desce com força o Espinhaço, precipitando-se em centenas de pequenas e médias cachoeiras e alguns canhões (como falam nossos primos portugueses). 

     Então ele encontra terreno mais friável e aí começa a cavar seu vale e a espraiar-se. Algumas vezes fica tão raso que aparece um vau, propício a travessia de homens e bichos. Daí segue até a interessante Belmonte, no litoral baiano. Antigamente havia lá um porto, que provavelmente servia aos cacaueiros, enquanto o Jorge Amado não inventava Ilhéus e a sua Gabriela.

     O primeiro povoado do vale é o Mendanha. De Diamantina até lá é uma descida só, uns quinze a vinte quilômetros de asfalto. Então você sai à esquerda da estrada e de repente está na margem do Rio. Aqui um pequeno morro; do lado de lá  uma colina, onde a vila se aninhou ladeira acima. No mais alto, a torre de uma igrejinha. Um presépio. 

     Antigamente os vaus eram passagem na seca. Começou a chover, o rio enchia e o jeito era esperar. Às vezes semanas, até meses. Os tropeiros que traziam algodão do seridó para as tecelagens mineiras ficavam impacientes, enquanto o rio não baixava e o prejuízo não parava de subir, tanto para eles como para os industriais, com as despesas extras. 

    Então chegou pelas bandas do velho Tejuco um inglês. Andou daqui pra ali, de lá pra cá, foi ao Mendanha, viu a situação e resolveu o problema: uma ponte entre o pequeno morro e o povoado na outra margem! Meteu mãos à obra, e logo logo sua propriedade estava concluída. Sim, pois naqueles tempos alguns particulares faziam pontes e até mesmo estradas, onde cobravam pedágio e ganhavam um bom dinheiro. 

     O inglês não foi exceção e, com o problema da subsistência resolvido e mais do que garantido, ficou sem ter o que fazer. Começou a passear nos arredores, viu uma mulata linda, apaixonou-se, construiu uma casa onde viveram, pertim da sua ponte. Como lhe custava deixar seus lençóis e cobertores onde um amor cálido o esperava, colocou na cabeceira (não da cama, da ponte!) uma caixa e ao lado um pequeno sino. Passava a tropa, o patrão colocava as moedas equivalentes ao número das animálias,  dos homens e então tocava o sino. O inglês, este, nem se dava mais ao trabalho de levantar: eu aposto que murmurava entre os lençóis lascivos: "caixinha, obrigado!".

     Quer mais histórias de Diamantina? Bem havia lá um americano que... ver postagem mais antiga (*).

    PS a ponte infelizmente não existe mais. Ainda a conheci, em maio de  1986, mas pouco depois veio uma cheia e lá se foi ela... 
 (*) "O Americano que Gostava de Passarinho" - publicada em 15/01/2013