domingo, 19 de março de 2017

A LISTA DO SUPERMERCADO DA CORRUPÇÃO - Capítulo 2



       Há mais ou menos 10 anos que a imprensa, massivamente, cobre com extrema espetaculosidade esse tipo de matéria. O resultado obtido por essa  cobertura, com ênfase escandalosamente parcial, é que ela cria na mente de muitíssimas pessoas um sentimento de que nada aqui presta. O Brasil, pensa grande parte da turma, é o pior país do mundo! Só dá ladrão! E aí correm todos para as ruas, onde respiram a dose diária de gás e tomam porrada dos PMs. E aí tudo outra vez vira notícia e vídeo, mostrados à exaustão nos jornais da tv.
      Dito isso, esclareço que nada mais equivocado que essa visão. Nós já podíamos ter começado a desconfiar que esse sentimento de raiva impotente, de ódio indiscriminado aos poderes, de vontade de chutar o balde e o que mais estiver à frente é, na verdade, inculcado diariamente  em doses cavalares, até que ultrapasse o limite e o brasileiro, tomado por fúria incontida, chame os milicos, o Superman, Batman, o Capitão Caverna ou até o cramunhão, o próprio: alguém que dê um jeito nessa porra dessa bagunça, pô!
      Aquele velho sentimento de inferioridade étnica, social e, quem sabe, sexual, é muito espertamente aproveitado. O resultado disso é que tornamos, dia a dia, delirantemente paranoicos. E isso é um sofrimento pendular e repetitivo, que nos tolhe e nos paralisa.
      Pois bem: gostaria agora de deixar claro o seguinte: corrupção, propina, suborno, todos esses crimes são próprios do homem. Já na ancestralidade dos australopitecos ou dos neandertais, o macho-alfa vivia cercado de machos e fêmeas a ele servis, configurando uma verdadeira "corte", na qual a competição se dava, provavelmente, de forma muito similar a aquela que perdura até hoje em qualquer sede de qualquer governo. Do grupo dirigente da GRES Unidos do Brobrobó até o gabinete do Secretário-Geral da ONU. Dos inuítes aos neozelandeses, passando por Europa, França e Bahia.
      Continuo depois.
     
     

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